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Investimento em Renováveis Supera Fósseis



O investimento global em energias renováveis atingiu US$ 288,9 bilhões no ano passado, e superou o destinado à geração por combustíveis fósseis, segundo últimos dados do setor. A informação é da ONU (Organização das Nações Unidas), com base em levantamento da BloombergNEF (BNEF), publicado no Relatório da Situação Global das Renováveis 2019.


A energia solar é destaque. Segundo a instituição, as tendências indicam que investir no setor é apostar em um futuro lucrativo. Como nos últimos anos, a grande responsável pelo desempenho é a China. No geral, o investimento em energia renovável chegou a US$ 250 bilhões, demonstrando grande crescimento pelo quinto ano consecutivo. O número não inclui a energia hidrelétrica (acima de 50MW).


Globalmente, a energia solar lidera com US$ 139,7 bilhões, seguida da eólica (US$ 134,1 bi). “As tendências continuam indicando que investir em energia renovável é investir em um futuro lucrativo. Esses investimentos foram três vezes maiores do que o investido em novas capacidades para gerar energia a partir de carvão e gás”, afirmou Inger Andersen, diretora-executiva da ONU Meio Ambiente em declaração dada no site da ONU. “Embora isso seja encorajador, precisamos intensificar significativamente o ritmo, se quisermos atingir as metas internacionais de clima e desenvolvimento”, ressaltou.


A China liderou o investimento global no setor pelo sétimo ano consecutivo, com US$ 91,2 bilhões. Porém, esse número caiu 37% em relação ao ano anterior. Segundo a ONU, uma explicação é a mudança na política de tarifas do governo, que afetou o investimento em energia solar.


Veja os responsáveis pelo investimento global em energia renovável, segundo a ONU:


China: 32%

Europa: 21%

EUA: 17%

Ásia e Oceania (sem China e Índia): 15%

Índia: 5%

Oriente Médio: 5%

África: 5%

Américas (sem EUA e Brasil): 3%

Brasil: 1%


Na Europa, o total investido aumentou 39% totalizando US$ 61,2 bilhões, impulsionado em grande parte por projetos eólicos e offshore.


Em artigo no site Nikkei Asian Review, o economista do Instituto de Economia e Pesquisa do Leste Asiático, Venkatachalam Anbumozhi, põe a China como exemplo para o setor fotovoltaico. “No início deste ano, o país possuía 6 das 10 maiores fabricantes de módulos solares do mundo. No ano anterior, foi o primeiro a passar 100 gigawatts de capacidade instalada, o que equivale à eletricidade produzida por 75 usinas nucleares.


O governo chinês priorizou o investimento em energia solar pois o permite lidar diretamente com os problemas de poluição do ar, mudanças climáticas e segurança energética", diz no artigo.


Segundo ele, a China criou um grande mercado doméstico para painéis solares através de subsídios. O Programa de Demonstração Golden Sun, de 2009, pagou aos desenvolvedores uma porcentagem do dinheiro investido em projetos. O segundo subsídio foi lançado em 2011, com uma tarifa de alimentação de energia, paga aos produtores. Em 2015, a iniciativa Front-runner incentivou instalações com maior eficiência de células solares. A concorrência reduziu o preço para US$ 0,06 por quilowatt-hora.


Fonte: WeEnergy

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