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Primeira Usina Solar Fotovoltáica Flutuante no Brasil



A Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) instalou uma usina solar fotovoltaica flutuante no reservatório da Usina Hidrelétrica de Sobradinho, na Bahia.

O sistema que transforma a energia solar em energia elétrica usando esta área de reservatórios é pioneiro no Brasil!


De acordo com o gerente de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Chesf, José Bione “isso pode ser muito bem replicado em lugares onde o Brasil é rico em rios, na Amazónia e em regiões do Centro-Oeste, por exemplo. Estamos a criar uma oportunidade”.


A planta piloto de painéis solares terá a capacidade de abastecer 20 mil casas domésticas, e assim será possível avaliar a viabilidade técnicas, ambiental e econômica para prováveis próximos investimentos.


O investimento total da Chesf é R$ 56 MI. A usina solar fotovoltaica flutuante no reservatório de Sobradinho tem 7,3 mil painéis solares numa área total de 10 mil metros quadrados., com potência de geração em 1,0 MWp. A previsão é de subir esta potência para 5,0 MWp ainda este ano.


Recentemente, o ministro de Minas e Energia, Bento Costa Júnior defendeu a diversificação da matriz energética, apostando nas potencialidades de cada região. Afinal, Moreira Franco admite que o modelo do setor energético brasileiro trará grandes impactos ao meio ambiente e também ao consumidor cativo se não evoluirmos rapidamente para as renováveis.


“No Nordeste, por exemplo, temos que criar um modelo que permita que o vento e o sol, que são fontes de energia mais barata, possam beneficiar os consumidores”, explica o ministro. Também dá o exemplo de que o biocombustível é mais barato noutras áreas.

“Se não tivéssemos tido a maior crise económica da nossa história, nós teríamos tido o maior apagão da nossa história. Estamos aqui para procurar abrir a mentalidade, os hábitos, a cultura do setor elétrico brasileiro para conviver com inovação. Não dá para repetir os mesmos métodos, ter os mesmos modelos que têm gerado uma das energias mais caras do mundo”, alerta.


As placas instaladas em solo perdem eficiência sob temperaturas elevadas. Nesse sentido, alguns técnicos da Chesf estão a avaliar a eficiência da tecnologia fotovoltaica em resfriar naturalmente pelo vento ou pela água. “A planta de 1 MWp aparentemente não faria interferência, mas se ampliarmos para usinas de 30 MWp ou 100 MWp é preciso ver o comportamento da fauna aquática”, explica Bione.


A Chesf também desenvolve outros projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) na Região Nordeste. Também estão concentrados no Centro de Referência em Energia Solar de Petrolina (Cresp) que, até ao momento, soma cerca de R$ 200 MI. Outro foco são os estudos em inovação e em tecnologia que permitam a geração solar.


Fonte: WeEnergy

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